O que é Gestão de Produto e como ela pode Garantir o seu Sucesso

A área de Gestão de Produto é a responsável por definir todos os aspectos do produto, como funcionalidades, design, propriedades físicas e inclusive as estratégias de penetração no mercado. Porém, nem todo trabalho é voltado diretamente para o produto, algumas práticas são necessárias para garantir o sucesso e a lucratividade da solução, como estudo do mercado, conhecimento das estratégias da empresa e análise da experiência do usuário.

A análise da experiência do usuário é a principal responsável por determinar o sucesso do produto. No mundo dos negócios o design de um produto voltado para as necessidades e desejos de um perfil específico de usuário é chamado de UX Design. Caso este termo seja novo para você, confira no link abaixo nosso artigo escrito pela Samara Nunes, Analista de UX da Vizentec:

O que é UX Design?

Durante as etapas do UX Design deve-se envolver uma equipe responsável pela análise de viabilidade técnica do produto, onde os técnicos e engenheiros da equipe devem responder uma simples mas impiedosa questão: É possível desenvolver o produto?

Na outra ponta do estudo temos a análise de viabilidade de mercado, que consiste no levantamento dos produtos similares já comercializados, suas funcionalidades e características. Este estudo não abrange apenas a análise da concorrência, mas também toda a cadeia de normas e leis que controlam e regulamentam a solução em questão. Alguns dos principais órgãos regulamentadores do Brasil são: o INMETRO, a ANATEL, a ANTT, entre outros. Cada um é responsável por um segmento de mercado. Sendo assim, o estudo de mercado visa responder quais funcionalidades e características são obrigatórias e quais já existem no mercado, dando ao Gestor de Produto parte do conhecimento necessário nas tomadas de decisão.

As análises de viabilidade de mercado e da experiência de usuário devem ser executadas simultaneamente, criando uma relação de apoio e inspiração entre elas. Concluídas estas análises o Gestor de Produto é capaz de definir e especificar as principais funcionalidades do produto, mas o trabalho não acaba aí, devem ser realizados os estudos de viabilidade operacional, financeira e de crescimento.

A viabilidade operacional refere-se à capacidade de produzir o produto em série, mesmo que o produto seja um software ou um serviço. Para um produto físico, leva-se em consideração as questões industriais (custo de fabricação, fornecimento de insumos e capacidade de produção) e de distribuição do produto até o cliente. Caso o produto seja um software ou  serviço, são consideradas questões de tempo, custo e qualidade envolvidas no processo de entrega da solução ao cliente.

A viabilidade financeira deve responder uma das questões mais importantes para a empresa: O produto trará lucro? A busca desta resposta é árdua e muitas vezes injusta, já que parte da análise é feita baseada em suposições e previsões. Mas não se engane, existem sim várias técnicas de análise financeira que podem responder com alto grau de precisão se o modelo de negócio proposto é lucrativo e sustentável. Ao fim da análise, o Gestor de Produto irá responder quando e por quanto tempo a solução irá gerar lucro.

Por último, mas não menos importante, temos a análise da viabilidade de crescimento, que é frequentemente subestimada pelas empresas de tecnologia no Brasil. Nesta fase, o Gestor de Produto deve demonstrar qual a escalabilidade e saúde a longo prazo da solução. Tal análise pode modificar o plano de negócio e até a arquitetura do produto, portanto deve ser levada em consideração durante todo o processo de conceituação e desenvolvimento.

Com uma análise bem planejada e realizada por profissionais competentes, seu produto terá tudo para ser um sucesso de mercado. É importante ressaltar que os estudos de viabilidade não devem necessariamente ocorrer um após o outro, já que a realização de uma nova fase do projeto pode acarretar em modificações de requisitos levantados em fases anteriores. Para um correto gerenciamento da sinergia entre estas fases, nós utilizamos e recomendamos Técnicas Ágeis de Gerenciamento de Projetos, mas este é um assunto para outro artigo, até lá!

 

Referências:

www.guiadastartup.com.br/o-que-e-gestao-de-produtos/
www.digitalks.com.br/noticias/gestao-de-produto-porque-as-empresas-precisam-aderir-a-essa-cultura/
www.endeavor.org.br/estrategia-e-gestao/viabilidade/

brunoalves@vizentec.com.br

Engenheiro de Produto. Alinhando as estratégias da empresa com os desejos da população.

1Comentário
  • Tiago Borges

    17 de setembro de 2018 a 14:11

    Primeiramente parabéns pelo artigo. Você elencou uma série de etapas que são indispensáveis para o sucesso de um produto. No entanto, vemos que a realidade do mercado acaba sendo um pouco diferente. Não é raro vermos acionistas, diretores e investidores de uma empresa focados 100% nos resultados financeiros.
    Claro que os resultados financeiros devem ser utilizados como métrica, porém não deve ser a única.
    Precisamos enxergar a receita como oxigênio, ou seja, algo necessário para viver, mas não é a razão do viver. Ninguém acorda de manhã e pensa: “preciso trabalhar para conseguir mais oxigênio hoje!”
    A experiência do usuário com um produto e as sensações que ele provoca deveriam ser seu primeiro parâmetro de avaliação de sucesso ou fracasso.

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